Não é incomum um paciente chegar ao consultório com uma sacola cheia de caixinhas, remédio para pressão, outro para colesterol, mais um para dormir…Cada um foi prescrito em um momento diferente, por um médico diferente, para resolver um problema específico.
Esse cenário tem nome na Medicina: polifarmácia, geralmente definida como o uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos. E, diferente do que se imagina, ela não é rara. Entre os mais usados estão remédios para o coração, para o sistema nervoso e para o aparelho digestivo, justamente as combinações que mais aumentam o risco de interações perigosas.
O problema da polifarmácia não é o número de remédios em si, mas a falta de revisão. Um medicamento pode interferir no efeito de outro, aumentar ou reduzir sua ação, ou provocar efeitos colaterais que, em vez de identificados, acabam sendo tratados como mais um remédio. É um ciclo que, sem acompanhamento próximo, pode levar a alterações de pressão, confusão mental e até internações.
Sinais de que vale revisar sua lista de medicamentos
- Você toma quatro ou mais medicamentos diferentes, prescritos por médicos distintos
- Já não tem certeza do motivo de algum deles
- Tem sentido tontura, sonolência excessiva ou quedas recentes
- Ninguém revisou sua lista completa de remédios nos últimos 12 meses
- Você mesmo ajusta doses ou interrompe medicamentos por conta própria
Nenhum desses sinais, isoladamente, é motivo de pânico. Mas juntos, eles indicam que está na hora de sentar com um médico e passar a régua em tudo o que você toma, o que, o porquê, e se ainda faz sentido continuar.
Esse processo, chamado de revisão medicamentosa ou reconciliação de medicamentos, é uma das ferramentas mais simples e mais subutilizadas da Medicina preventiva. Muitas vezes, o resultado não é adicionar um remédio novo, e sim retirar um que não é mais necessário, o que, por si só, já reduz consideravelmente o risco de efeitos adversos.
Quer revisar sua lista de medicamentos com segurança e clareza? Vamos resolver isso!