40% dos idosos acima de 80 anos caem todos os anos no Brasil, e a maioria das quedas poderia ser evitada 

Uma queda parece um detalhe. Um tropeço no tapete, um escorregão no banheiro, um degrau mal calculado. Mas para quem tem 60, 70 ou 80 anos, esse “detalhe” pode significar semanas de internação, uma fratura de quadril ou, em muitos casos, a perda definitiva da independência.

Os números não deixam dúvida sobre a gravidade do tema. Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) e matéria da CNN, um em cada quatro idosos sofre pelo menos uma queda por ano no país. Só em 2024, o Ministério da Saúde registrou mais de 344 mil atendimentos e internações relacionados a quedas na população idosa,  e mais de 13 mil pessoas não resistiram aos ferimentos.

Apesar de assustador, esse cenário não é uma sentença. A maior parte das quedas tem causas identificáveis e evitáveis, quando investigadas a tempo.

Por que o risco de queda aumenta com a idade

Envelhecer envolve mudanças naturais no corpo, mas alguns fatores tornam certas pessoas muito mais vulneráveis do que outras:

  • Perda de força muscular, que compromete o equilíbrio e a capacidade de reação em um tropeço
  • Alterações na visão, que dificultam perceber degraus, tapetes e obstáculos
  • Uso de múltiplos medicamentos, já que alguns remédios causam tontura, sonolência ou queda de pressão
  • Tonturas não investigadas, muitas vezes tratadas como “coisa da idade” quando na verdade têm causa tratável
  • Ambientes domésticos inadequados, como pisos escorregadios, iluminação fraca e ausência de barras de apoio

Checklist rápido de segurança em casa

Pequenos ajustes reduzem significativamente o risco de queda:

  • Retirar tapetes soltos ou fixá-los bem ao chão
  • Instalar barras de apoio no banheiro, perto do vaso e do chuveiro
  • Melhorar a iluminação de corredores e escadas
  • Usar calçados fechados e antiderrapantes dentro de casa
  • Organizar fios e objetos que fiquem no caminho

Quando procurar um médico 

Se você notou qualquer um dos sinais acima,  em você ou em um familiar, o momento de agir é antes da próxima queda, não depois dela. Uma avaliação com profissional investiga equilíbrio, força muscular, visão, medicamentos em uso e condições do ambiente, montando um plano de prevenção individualizado.

Quer avaliar o risco de quedas e receber orientação personalizada? Agende uma consulta e dê o primeiro passo para um envelhecimento mais seguro.